São Paulo, 20 (AE) - As exportações da Rhodia vão crescer até 40% este ano por conta da desvalorização cambial e da retração do mercado interno. Quem prevê é o presidente da multinacional no Brasil, José Carlos Grubisich. Em 98, a empresa exportou o equivalente a 15% de seu faturamento, de US$ 1,3 bilhão. O principal destino dos produtos está em países da América Latina. O aumento das vendas externas, somado ao ganho de competitividade dos produtos nacionais, deve engordar as vendas físicas da empresa entre 2% e 3%, acrescenta o executivo, sem citar cifras para o faturamento. Uma coisa, porém, garante: as vendas de 99 vão superar as de 98, mesmo em dólares.
Grubisich não dá números sobre os reajustes promovidos pela Rhodia depois da desvalorização cambial. "As negociações são feitas caso a caso", diz. Para as fibras, porém, admite altas entre 15 e 20% - resultado de aumento médio entre 25% e 30% nos insumos. Segundo ele, ainda é cedo para calcular o impacto do aumento de 11,5% no preço da nafta promovido pelo governo na semana passada. Com o ajuste, o produto -matéria-prima básica da indústria petroquímica -acumula no ano aumento de 40%.
Quanto às reclamações da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), que acusa aumentos entre 20% e 35% no preço das fibras, Grubisich ressalta que o setor têxtil foi beneficiado com a desvalorização. Afinal, o dólar mais caro amenizou a concorrência dos importados, argumenta. Segundo ele, a Rhodia vai manter os investimentos em torno de US$ 75 milhões programados para este ano. A quantia será desembolsada no incremento da capacidade produtiva.

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