São Paulo, 04 (AE- Dow Jones) - O vice-presidente do Citibank, William Rhodes, disse o "FMI está procurando assegurar, nas conversações com o Brasil, que o governo irá dar andamento a seu programa fiscal e até fortalecê-lo. O fundamental para as taxas de juro é a confiança. Isto pode ser criado por um programa fiscal forte e acredito que é o que se verá emergir de tais conversações".
Durante entrevista a CNBC, Rhodes demonstrou entusiasmo em relação ao novo presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Ele observou que Fraga já trabalhou junto com o Ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente Fernando Henrique, no passado. "Os três trabalham muito bem juntos. Ele tem bom relacionamento pessoal. Há grande confiança entre os três e isto é o importante porque, se você está atravessando um período de dificuldade econômica, é fundamental que se tenha uma equipe econômica que trabalha junta, com confiança mútua", disse Rhodes. Rhodes afirmou que os investidores que comparam a crise brasileira à do México, de entre 1994 e 1995, devem lembrar-se de duas diferenças fundamentais. O Brasil tem um sistema financeiro "relativamente" forte, observou, ao contrário do sistema financeiro do México na ocasião. Também, seguiu Rhodes, havia pouca disponibilidade de recursos nas reservas mexicanas quando a crise começou. Embora as reservas do Brasil tenham caído forte do nível de US$ 75 bilhões, o país ainda possui US$ 36 bilhões e pode emprestar até US$ 9 bilhões. "São montantes substanciais para enfrentar os problemas", disse. Rhodes afirmou ainda que a recuperação do Brasil não será um processo fácil.

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