Belo Horizonte, 29 (AE) - Um revólver calibre 38 foi encontrado no material de um estudante de 15 anos, na manhã de hoje, em uma escola pública do bairro Renascença, região nordeste de Belo Horizonte. A descoberta reacendeu a discussão sobre a onde violência em unidades de ensino da capital. Apenas neste mês, a Polícia Militar registrou oito explosões de bombas caseiras em grupos e colégios da cidade.
Segundo o vice-diretor da Escola Estadual Santo Afonso, Jorge Ribeiro, a denúncia de que um dos alunos estaria com uma arma foi feita através de um telefonema anônimo, na noite de quarta-feira. "De manhã, pedi aos professores para que levassem os alunos para a biblioteca e dei uma busca nas pastas, até encontrar o revólver", disse. O vice-diretor chamou a Polícia Militar e a mãe de J.R.S., que cursa a 6ª série do 1º grau.
O menor contou que adquiriu o revólver em uma favela de Belo Horizonte. "Troquei pela minha bicicleta", disse. Segundo J.R.S., ele fez isso porque estaria sendo ameaçado por uma "gangue". Figueiredo garantiu que não pretende expulsar o aluno. "Acho que o que ele precisa é de acompanhamento psicológico", disse. Passeata - Ainda hoje de manhã, dezenas de alunos da Escola Municipal Francisco Campos, zona norte, fizeram uma passeata contra a violência entre os estudantes. No dia 23, uma bomba do tipo "garrafão", jogada da rua, explodiu no pátio da escola. Por sorte, ninguém ficou ferido. A coordenadora da manifestação, Angela Maria Duarte, disse que a maior parte dos problemas está relacionada ao tráfico de drogas. "Infelizmente, ele já existe dentro das escolas", afirmou. PM - O comandante de Policiamento de Belo Horizonte, tenente-coronel PM Severo Augusto, anunciou para a amanhã de manhã (10 horas), reunião no auditório do MinasCentro com oficiais da corporação, diretores e representantes de pais de alunos das mais de 900 escolas públicas e privadas da cidade. "Vamos pesquisar quais escolas são mais problemáticas para poder reforçar o policiamento nas suas regiões", disse. Para o oficial, a onda de violência, no entanto, tem íntima relação com o ambiente familiar dos estudantes. "Crianças que soltam bombas e levam armas para a escola não devem estar recebendo uma educação adequada em casa", afirmou.

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