Revolução Cultural afetou sexualidade dos chineses
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sexta-feira, 26 de abril de 2002
Agência Efe 
Pequim - Um estudo sobre as relações heterossexuais dos adultos descobriu que a baixa atividade sexual dos chineses na época prévia à velhice se deve, em grande parte, à repressão sexual e à má saúde, frutos da Revolução Cultural (1966-76).
Os homens aos 47 anos só mantêm relações sexuais uma vez por mês e aos 55 uma vez por ano, enquanto que as mulheres vivem um celibato virtual um pouco antes, relata o sexólogo da Universidade Popular, Pan Suiming, encarregado da pesquisa.
O estudo foi realizado entre agosto de 1999 e 2000 e dele constavam 200 perguntas feitas a 5.000 pessoas de entre 20 e 64 anos escolhidas aleatoriamente.
A instabilidade social e as dificuldades econômicas sofridas pelos chineses na Revolução Cultural fizeram com que sofram prematuramente de problemas do coração, diabetes e problemas de próstata, que influem diretamente em sua sexualidade, detalhou o sexólogo.
A Revolução Cultural, desatada pelo líder comunista Mao tsé-tung, pretendia limpar o país de todo vestígio de tradição burguesa e criar uma sociedade sem classes nem privilégios, o que levou a um caos econômico e uma paranóia coletiva que deixou uma profunda marca na sociedade.
Apesar de a sociedade chinesa se mostrar cada vez mais aberta em questões sexuais, 30 por cento dos universitários não mantiveram relações pré-matrimoniais, o que refuta a idéia de que os jovens conquistaram a liberdade sexual que seus pais não tiveram, afirmam os especialistas.


