Curitiba, 07 (AE) - O corpo da professora Beatriz Pierin de Barros e Silva, 31 anos, uma das 18 vítimas fatais do acidente envolvendo um ônibus e um caminhão, segunda-feira, na Régis Bittencourt (BR-116), foi sepultado hoje à tarde no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba, num clima de revolta. O corpo estava desaparecido até a manhã de hoje, quando foi encontrado dentro de um carro do Instituto Médico Legal (IML) de Registro (SP). O marido de Beatriz, o empresário Sérgio Augusto Amed e Silva, afirmou que "o corpo foi plantado lá (no carro do IML) com o objetivo de tentar, mais uma vez, tirar a atenção do foco principal da investigação".
Segundo ele, os carros já tinham sido verificados anteriormente a pedido da mãe de Beatriz. "As pessoas que estão trabalhando no IML de Registro e nas funerárias não têm a menor decência, não têm o menor sentimento de humanidade e fizeram isso com intenções que nós não conhecemos", afirmou. Ele acredita que o corpo somente apareceu em razão da repercussão do caso. "Minha família já provou para todos que não somos conformados, vamos lutar pela punição dos culpados por essa coisa macabra que aconteceu, até as últimas consequências", disse. "Fica a missão de investigar isso até o final e chegar aos culpados, acabar com essa máfia, não deixar esse pessoal impune".

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