Revolta no enterro de família morta em Londres
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Diogo Cavazotti <br>Equipe da Folha 
Curitiba - Vou deixar passar tudo isso para ver o que irei fazer da minha vida. Gosto de lá mas não sei se volto para morar. O desabafo foi feito por Elsa Aparecida Vaz Francisquini, 49 anos, durante o enterro ontem, em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), dos corpos de Dayana Francisquini, 25 anos, e dos filhos dela Thais, 6, e Felipe, 3. Os três morreram em um incêndio no prédio onde moravam, em Londres, no início do mês.
A mãe de Dayana disse que irá permanecer no Brasil por aproximadamente dois meses, até que os primeiros resultados do inquérito que apura o acidente sejam divulgados. A previsão é que o caso seja resolvido em até seis meses. Ouve ineficiência para socorrer as vítimas, disse Elsa. Ela lembrou que os bombeiros resgataram os brasileiros 2h30 depois do início do incêndio. A minha filha falou com bombeiros pelo telefone e disse que estava no banheiro do apartamento. Mesmo assim eles demoraram para chegar. Dayana morava no 11º andar e o fogo, que teria sido causado por um curto-circuito em um aparelho de televisão, ocorreu no 9º andar.
O marido de Dayana, Rafael Cervi, que morava com a família em Londres, não quis vir ao Brasil para o enterro por estar ainda muito abalado. Ele estava no trabalho no momento do incêndio. Segundo Elsa, os brasileiros que residem por lá se mobilizaram e ajudaram a arrecadar dinheiro para o translado dos corpos. A assistente social que cuida do caso disse nunca ter visto mobilização semelhante, comentou.
Dayana, o marido e os filhos moravam em Londres há seis anos. Há pouco mais de um ano haviam se mudado para o prédio, que pegou fogo, pois buscavam mais espaço para as crianças. Rafael trabalha como barman. A mulher cuidava dos filhos e estudava inglês. Os pais e um irmão mais velho de Dayana também moravam em Londres. O pai de Dayana estava em estado de choque e não falou com a imprensa.


