RIO - O cabo Luiz Carlos Soares da Mota, de 29 anos, e o soldado Antônio Carlos Rodrigues da Nóbrega, de 21 anos, ambos da Polícia Militar, foram enterrados com honras militares, ontem à tarde, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Sulacap, na zona norte. Mota morreu anteontem à noite, após ser baleado na cabeça durante tiroteio com traficantes, em Jacarepaguá, na zona oeste. Nóbrega foi ferido ao reagir a assalto, ontem de madrugada, dentro do ônibus em que voltava para casa, na zona oeste. O sepultamento dos dois PMs foi marcado por clima de emoção, revolta e indignação.
O secretário de Segurança, general Nilton Cerqueira, disse que existe uma nova profissão a serviço do crime organizado: os cinegrafistas amadores. Segundo o secretário, esses profissionais estariam trabalhando para traficantes de organizações criminosas de grande influência na favelas e morros da cidade. Ele acrescentou que recebeu uma informação, ontem pela manhã, de que um grupo de bandidos comprou filmadoras para serem distribuídas entre eles.
‘‘Os bandidos estão investindo nessa nova mania (as filmadoras) para assustar aqueles que investem contra o crescimento da criminalidade ’’ disse. Cerqueira acusou também Organizações Não-Governamentais (ONGs) de prejudicar o trabalho da Polícia Militar ao colocar em julgamento a qualidade da polícia oferecida à população. ‘‘Essas ONGs não têm legitimidade para questionar a qualidade da nossa polícia ’’, criticou Cerqueira.

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