Agência Estado
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EmoçãoMoradores do Palace se abraçam, emocionados. A implosão possibilitou a localização dos corpos de vítimasOs quatro corpos da família Martins e o do estudante Leonel Benavides, de 18 anos, mortos no desabamento do Edifício Palace 2, no domingo, foram enterrados ontem, em cerimônias marcadas pela revolta dos parentes. Os corpos do médico Milton Luiz Martins, de sua segunda mulher, Rosângela Quaresma, e dos filhos Luísa de Alencar Leão Martins, de 13 anos, e Milton Martins Neto, de 5 anos, foram sepultados no Cemitério do Caju, na zona norte. Benavides foi enterrado no Cemitério da Pechincha, em Jacarepaguá.
Segurando o caixão da filha Luísa, a médica Bárbara de Alencar Leão Martins, primeira mulher de Milton, demonstrava o sofrimento de quem está há seis dias esperando por um milagre. O corpo dela foi o primeiro a ser encontrado pelos bombeiros logo depois da implosão do Palace 2, sábado, e à noite a família conseguiu, no Instituto Médico Legal (IML), identificá-la pelas roupas e a arcada dentária. A médica acompanhou o caixão ao lado do filho Pedro e de seu pai, o general Sebastião Leão, de 87 anos. Pedro morava no Palace 2, mas no dia do desabamento estava com a mãe, em Botafogo. Luísa, que morava com Bárbara em Botofogo, zona sul, estava passando uns dias com o pai.
No Cemitério da Pechincha, o pai de Benavides, o argentino Oswaldo Benavides, teve uma crise de choro no momento de enterro do filho. ‘‘Esse é o apartamento do Sérgio Naya, é por isso que a gente pagou’’, gritou, enquanto apontava para o caixão.

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