Como estamos na era do ver e ser visto, não basta adotar um visual extravagante ou modificar o próprio corpo. É preciso mostrá-lo para o resto da ‘‘tribo’’. Nos álbuns de fotografias do Orkut, as aficionadas por corsets fazem questão de exibir suas peças, com todas as caras e bocas a que têm direito. Também se apresentam ao vivo, em encontros temáticos que rendem uma infinidade de fotos e vídeos para a web. Em Curitiba, por exemplo, um piquenique de inspiração vitoriana movimentou a cena no ano passado.
Para a estudante Aline Walkoff, fã da cultura gótica, esses eventos são uma oportunidade de se liberar um lado artístico. ‘‘Misturamos a reconstituição histórica com um visual alternativo. Não nos vestimos do jeito que a sociedade diz que deve ser’’, afirma a estudante, que posou para a FOLHA com a mesma roupa que usou no encontro vitoriano de 2009.
Já a modelo, estilista e empresária Marilia Melo, que faz a linha pin up moderna (e não pratica o tight lacing), vai além e põe o dedo na ferida da própria geração. ‘‘São os 15 minutos de fama, só que você fica famosa numa comunidade. Para a maioria das meninas, o que importa é chamar a atenção de qualquer forma possível. É uma maneira de ficar conhecida e receber elogios sem ter nenhum talento’’, ironiza.

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