Londrina - A transformação da antiga cadeia pública de Londrina em um centro cultural depende da desocupação do prédio pela Polícia Civil. O Cadeião, como é conhecido, deveria ser reformado em troca da doação de um terreno de 5.134,37 metros quadrados feito pela Prefeitura de Londrina para o Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em agosto do ano passado. Mas até agora, nem sinal de obras no prédio construído em 1939 na Rua Sergipe (Centro).
De acordo com Darci Piana, presidente do Sistema Fecomércio, não há como abrir a licitação para as obras porque a Polícia Civil continua ocupando parte do prédio para abrigar detentos da Delegacia da Mulher, da Delegacia de Entorpecentes e até como depósito. ''Depois de aberta a licitação, corre um prazo para a construtora concluir a obra, e isso não é possível com o imóvel sendo utilizado pela Polícia'', alegou. Ele afirma que os recursos para a obra de restauração do prédio, na ordem de R$ 1,8 milhão, já estão garantidos. ''O secretário de Segurança me garantiu que até o início deste ano o imóvel seria liberado para que realizássemos a restauração tal e qual ela foi concebida, mas adaptando para seu novo uso como centro cultural.''
Ele garantiu que a maior parte do Cadeião permanecerá original e que a documentação do processo está toda correta. O futuro centro cultural e artístico deverá oferecer atividades de música, teatro, artes visuais, literatura, além de biblioteca, ateliês e salas para oficinas e ensaios.
O coordenador da Região Metropolitana de Londrina (Comel), Victor Hugo Borelli Dantas, disse que na próxima terça-feira se reunirá com o secretário de Segurança justamente para discutir o assunto. ''A ideia inicial é alugar um imóvel para desocupar o Cadeião o quanto antes para liberar o imóvel para a Fecomércio e, em um segundo, momento queremos construir um novo prédio para a 10 Subdivisão da Polícia Civil. Provavelmente, esse novo prédio seria construído ao lado da área que foi destinada para a construção do novo prédio do Instituto Médico Legal, mas ainda não há nada definido'', explicou.
Sobre a área doada pela prefeitura na Zona Norte em troca da reforma do Cadeião, o presidente da Fecomércio, informou que o início das obras depende da aprovação dos projetos. ''Nós temos que submeter o projeto à prefeitura, ao Corpo de Bombeiros, ao Instituto Ambiental do Paraná para que a gente tenha a liberação aprovada.''

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