Porto Alegre, 10 (AE) - O aceno do governo federal de rever alguns pontos da Lei Kandir como alternativa à renegociação das dívidas dos Estados com a União desagradou ao governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT). A proposta, segundo ele, "não avança nada", uma vez que esta é "uma reivindicação antiga".
Olívio afirmou hoje, no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, que a "compreensão de que a Lei Kandir precisa ser alterada é quase que unânime no País". Ele reiterou que, da maneira que foi implementada, "e aqui, infelizmente, aplaudida no governo anterior", a lei trouxe "sérios prejuízos" para os Estados. "Até aí, não há nada de novo", reforçou.
O governador do Rio Grande do Sul quer que a questão da relação entre os Estados e a União seja tratada "com a seriedade que ela merece" e não "desconsiderada pelo governo (federal), como tem sido até agora". Para ele, a situação do endividamento dos Estados é "central" nessa discussão.
"A pauta nacional é a dívida pública", afirmou Olívio, ao ser questionado se aceitaria participar de uma reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso, sem pauta pré-estabelecida. De acordo com ele, a questão está presente nas negociações do País com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos Estados com a União.

mockup