Brasília, 7 (AE) - No primeiro bimestre deste ano, a balança comercial apresentou um déficit de US$ 560 milhões. O número revisado foi divulgado hoje pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Anteriormente, o déficit informado pela Secex havia sido de US$ 535 milhões.
Com isso, o déficit da balança nos primeiros três meses do ano está em US$ 545 milhões considerando o superávit de US$ 15 milhões do mês de março divulgado na semana passada - mas ainda não revisado pelo governo.
Segundo o secretário de Comércio Exterior, Mário Marconini, a correção dos números do primeiro bimestre foi feita nos dados de janeiro. Naquele mês, em vez de US$ 754 milhões, o déficit ficou em US$ 779 milhões. As exportações ficaram em US$ 2,94 bilhões enquanto as importações foram de US$ 3,72 bilhões.
Comparado com o mesmo período do ano passado, o desempenho da balança no bimestre apresentou uma queda de 18,6% nas exportações e de 19,1% nas importações.
No mês de fevereiro, isoladamente, o saldo da balança foi positivo em US$ 219 milhões e, segundo dados da Secex, foi o maior saldo positivo dos últimos 12 meses e o melhor dos últimos cinco anos.
Segundo destacou Marconini, nos dois primeiros meses do ano, o País perdeu aproximadamente US$ 800 milhões em receita por causa da queda do preço das commodities no mercado internacional. Ele assegurou que esta perda não teria ocorrido se o preço destes produtos tivesse sido mantido no mercado.
FMI - Mesmo com desempenho deficitário no primeiro trimestre do ano, Marconini afirmou ser "muito factível" a meta de US$ 11 bilhões de superávit para este ano como consta do acordo assinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, já pode ser observado o retorno das linhas de crédito ao comércio.
O secretário destacou que, enquanto a contratação de câmbio chegou a uma média de US$ 223 milhões por dia, até junho, no mês seguinte este volume caiu para US$ 70 milhões. "Agora voltamos ao patamar de US$ 100 milhões por dia", comemorou Marconini.
Com a melhora da situação do País, como índices de inflação abaixo da expectativa e juros em queda, o secretário disse estar "bastante otimista com o aumento das exportações e queda das importações". É difícil, segundo ele, prever o ritmo em que isso ocorrerá.

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