Reviravolta nas investigações de assassinato no Morro do Boi
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A conclusão do caso do Morro do Boi ganhou um novo capítulo, na tarde de ontem, em Curitiba. Quando se imaginava que o processo tomaria o rumo da condenação de Juarez Ferreira Pinto, até semana passada único suspeito, a polícia convocou uma coletiva para apresentar novos fatos do caso. O novo suspeito no caso Morro do Boi, Paulo Delci Unfried, confessou, na manhã de ontem, ter assassinado Osíris Del Corso, 22 anos, e ferido Monik Pergorari de Lima, 24, no final da tarde do dia 31 de janeiro, desse ano.
O interrogatório ocorreu, no Fórum em Matinhos, município onde o crime ocorreu. Unfried foi preso, na quinta-feira passada, acusado de assalto e estupro, no balneário Betaras, na mesma cidade. Ele (Unfried) perante as promotoras confessou a prática do crime. Entretanto, as promotoras verificaram muitas contradições no que ele fala, comentou o delegado Luiz Alberto Cartaxo, que presidiu as investigações do caso, ao ler a nota divulgada pelo Ministério Público Estadual (MP-PR) sobre a nova versão.
Desde a prisão de Unfried, o caso Morro do Boi tomava outro caminho, embora a polícia insistisse em negar. Apenas na segunda-feira, o exame de balística realizada no revólver calibre 38, apreendido com o novo suspeito, comprovou ser a mesma arma que atirou em Osíris e Monik.
Apesar da confissão e da conclusão de balística, o delegado que comandou a investigação, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, não admite que a polícia pode ter errado nas investigações. Nem a Polícia e nem eu admitimos erro, afirmou o policial. Jamais mudaria qualquer coisa na investigação. Qualquer policial que estivesse no meu lugar faria tudo igual, acrescentou. De acordo com ele, um conjunto de provas e os álibis fracos da defesa levaram a polícia a acusar Ferreira.
Sobre a pressão popular por uma resposta do caso ter acelerado o trabalho policial, o delegado é enfático. A polícia não trabalha para produzir situações, trabalha pela verda-de. Para o policial, o MP e a Justiça corroboram com a investigação do caso, tanto que denunciaram o suspeito.
Cartaxo ainda nega falha no procedimento no primeiro reconhecimento feito pela Monik. O primeiro reconhecimento não foi conclusivo. Foi feito com várias fotos e depois a gravação de voz e, em seguida, a pessoal, admitiu.
Um casal que também acusava Juarez de ser suspeito de um roubo em que foram vítimas também não reconheceu Unfried, assim como Monik, no último sábado. Eles tinham um caso e precisavam amoldar as provas, acusou o advogado Mario Lúcio Monteiro Filho, defensor de Ferreira.
O delegado informou que agora a polícia não está mais no caso, mas que deve fazer todas as diligências necessárias determinadas pelo MP. Enquanto isso, Juarez e Paulo continuam presos pelo crime que apenas um deles pode ter cometido.


