São Paulo, 29 (AE) - A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) apresentou ontem, em Brasília, ao secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Hélio Mattar, uma nova proposta das concessionárias para garantir a prorrogação do acordo do plano emergencial do setor automotivo. A idéia das revendas é adotar o sistema de comercialização denominado "Faturamento Direto", pelo qual cederiam, durante o período que durar o acordo, parte de sua margem de lucro às montadoras.
Os carros seriam vendidos ao consumidor diretamente pelas fábricas, que depois fariam um repasse às concessionárias. A proposta, de acordo com a Fenabrave, facilitaria as negociações entre a indústria, os trabalhadores, fornecedores de matérias-primas e autopeças e ainda aumentaria a arrecadação de impostos, pois a base de incidência seria maior. Está marcada para amanhã uma entrevista coletiva com o presidente da Fenabrave, Hugo Maia de Arruda Pereira, que deve detalhar a proposta.
O acordo emergencial que reduziu os preços dos automóveis termina no próximo dia 4 e ainda não há definição sobre sua prorrogação. As montadoras insistem em reajustar os preços, sob o argumento de que não têm como assumir o prejuízo pelo aumento de custos de alguns insumos e de matérias-primas. O governo, que reduziu o ICMS e o IPI, disse que não aceitará a prorrogação se os preços forem elevados. Ele quer analisar também se houve redução de arrecadação nos últimos três meses.

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