Imagem ilustrativa da imagem Réveillon Hidrológico marca o início do período de chuvas
| Foto: Luís Fernando Wiltemburg - Grupo Folha

Este mês marca o início do período de chuvas (outubro a março), que favorece o abastecimento dos reservatórios e determina também o fim da fase de seca (abril a setembro). O período é chamado de Réveillon Hidrológico e define a virada do ano para a temporada de precipitações.

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Marcelo Schneider, agora é uma época de transição, começando um período mais chuvoso com pancadas de chuvas isoladas. “Outubro marca o período que, junto ao calor, tem a umidade que vem da Amazônia, mas o auge do período se dá em dezembro e janeiro”.

Schneider conta que a tendência para a primavera, entre os meses de outubro, novembro e começo de dezembro, é o sul do país com mais chuvas. “Não teremos nenhum fenômeno controlando como El Niño ou La Niña. Do centro para o sul entre São Paulo e Mato Grosso do Sul a chuva deve ficar um pouco acima da média e teremos uma primavera chuvosa. Outras áreas pontuais como Norte de Minas Gerais, parte de Goiás e entre o Norte da Bahia e Sul do Piauí e interior de Pernambuco podem ter chuva abaixo do normal”, revela o meteorologista.

Segundo os dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), as viradas para o período de chuvas acontecem no momento em que a situação dos reservatórios na Grande São Paulo é considerada satisfatória. O volume total armazenado na Região Metropolitana é de 65,4%. Na última terça (1º), o volume era de 41%. Isso ocorreu porque o ano hidrológico anterior registrou boa quantidade de chuvas e manteve as represas em bons níveis.

No Sistema Cantareira, o nível é de 46,9%. No ano passado, na mesma época, era 33,8%. Para esse novo ano hidrológico, as perspectivas apontam um volume de chuva perto da média histórica, o que seria o suficiente para manter os reservatórios em níveis confortáveis.

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