Réus vão entrar com recurso especial
Um dos representantes da Secretaria Nacional do Direitos Humanos, Percílio de Souza, disse que o resultado do julgamento dos recursos não atendeu à sua expectativa, mas também não surpreendeu. Ele declarou que estava feliz com a expedição do mandado de prisão dos dois oficiais.
O promotor de Justiça José Rui de Almeida Barbosa disse que respeita a decisão do Tribunal e que sua participação no processo terminou.''Cabe ao procurador-geral de Justiça, Francisco Barbosa de Oliveira, analisar a possibilidade jurídica de interpor recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ)'', destacou.
Um dos advogados de defesa, Ércio Quaresma Firpe, disse que os réus condenados vão entrar com um recurso especial no STJ e outro extraordinário no Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação do julgamento, além de habeas-corpus para tentar conseguir a liberdade dos dois oficiais.
O procurador regional dos direitos do cidadão no Pará, Régis Richael Primo da Silva, que acompanhou a sessão como observador do Ministério Público Federal com a subprocuradora da República Maria Eliane Menezes de Farias, considerou o julgamento foi uma oportunidade de reflexão sobre a imensa dificuldade que a Justiça brasileira encontra para punir os crimes praticados pelas classes poderosas contra os grupos marginalizados.(A.E)





