Reunião vai definir paralisações de setores no HU
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Rafael Fantin<br>Reportagem Local 
Londrina Assim como os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os servidores do Hospital Universitário (HU) aprovaram ontem a paralisação dos serviços até quinta-feira e início da greve por tempo indeterminado a partir do feriado de 1º de maio, na sexta. A assembleia foi convocada pela Assuel Sindicato contra a tramitação do projeto de lei que pode autorizar a transferência de recursos da Paranaprevidência aos cofres do Governo do Estado.
O presidente da Assuel, Marcelo Seabra, informou que reuniões serão realizadas hoje com o Comando de Greve para avaliar quais os serviços serão paralisados até quinta-feira. Até a definição, o atendimento no hospital será realizado normalmente hoje. Com o início da greve, no mínimo 30% dos 1.500 servidores do HU devem trabalhar, principalmente para garantir o atendimento de urgência e emergência no Pronto Socorro.
"No campus, a paralisação já começou, mas nós precisamos definir como será a paralisação dos setores no HU, paulatinamente, até o início da greve, já que o hospital presta um serviço essencial. Neste caso, não há possibilidade de paralisação mesmo após início da greve", explicou.
Uma comitiva da Assuel viajou na noite de ontem para Curitiba para acompanhar a tramitação do projeto na Assembleia Legislativa e participar dos protestos contra as alterações no fundo previdenciário. Além disso, os servidores do HU também vão realizar uma manifestação nas galerias da Câmara Municipal de Londrina na sessão da tarde de hoje.
Seabra avaliou que houve uma "quebra de acordo" quando o Governo do Estado enviou o projeto de lei ao Legislativo, em regime de urgência, após a suspensão da greve geral no Paraná. No HU, o movimento teve duração de 31 dias. Ele lamentou o uso da força policial na Assembleia Legislativa e adiantou que novas estratégias para manifestações serão discutidas pelo Comando de Greve com o apoio de outras categorias.
"Mesmo com o cerceamento do direito de acompanhar as sessões na Casa, nós vamos continuar com os protestos e vamos cobrar dos deputados a retirada do projeto, sendo que o melhor caminho é o diálogo, com a participação dos servidores na discussão da previdência", afirmou.


