Reunião revela aposta do governo nas exportações agrícolas
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Mariângela Herédia 
Brasília, 7 (AE) - O encontro de toda a equipe econômica com o ministro da Agricultura, Francisco Turra, em almoço hoje no Ministério da Agricultura, foi uma demonstração inequívoca da importância que o governo está atribuindo ao setor agrícola como um dos carros-chefe para o alcance da meta de superávit de US$ 11 bilhões na balança comercial e na retomada do desenvolvimento do País.
Segundo assessores do ministro Turra, o encontro foi recomendado pelo próprio presidente Fernando Henrique Cardoso que, decidido a apoiar o setor agropecuário, pediu que a área econômica buscasse uma integração maior com o Ministério da Agricultura.
"Não temos antecedente na história de toda a equipe econômica atravessar a Esplanada dos Ministérios e ir até a Agricultura discutir questões agrícolas", disse o diretor de Crédito Rural do Banco do Brasil, Ricardo Conceição.
No almoço, em que estavam presentes os ministros da Fazenda, Pedro Malan, do Planejamento, Pedro Parente, e os presidentes do Banco Central, Armínio Fraga, e do Banco do Brasil, Andrea Calabi, o diretor de Crédito Rural do BB, Ricardo Conceição, fez um balanço do crédito rural no País.
Os ministros falaram, então, da necessidade de as diversas áreas começarem a discutir o apoio do governo à próxima safra agrícola, para a definição dos recursos que o setor terá no crédito rural. O diretor do BB considerou positiva a postura da equipe econômica no apoio à agricultura, "área de enorme relevância no contexto de retomada do crescimento econômico do País".
Malan destacou a importância do setor agrícola para a geração de emprego e renda e fortalecimento das economias regionais. E durante a entrevista dada após o almoço, afirmou que o encontro não seria o primeiro nem o último.
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, mostrou-se o mais apressado e quis se retirar imediatamente após o almoço. Foi contido por Malan, que fez questão da permanência da equipe econômica toda reunida, "pelo menos para a foto".


