A Câmara de Vereadores de Londrina recebeu na tarde desta sexta-feira (8) representantes de forças de segurança pública e universidades para discutir a criminalidade nas instituições. Participaram do encontro membros da UEL (Universidade Estadual de Londrina), UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), além de membros de três faculdades particulares e alunos. O secretário de Defesa Social e um servidor do 5ª Batalhão da Polícia Militar também estiveram presentes.

Entre os principais problemas apresentados pelos representantes de estabelecimentos de ensino na reunião estão os constantes furtos de objetos do interior de veículos, roubos de celulares e ações criminosas a mão armada, inclusive com agressão a estudantes. Um dos casos aconteceu na UEL, quando um aluno foi surpreendido no estacionamento localizado na região das agências bancárias. Ele recebeu um soco, foi levado pelos ladrões e depois deixado às margens do Lago Igapó. O carro foi levado.

Segundo o prefeito do campus, Dari de Oliveira Toginho Filho, as ocorrências na universidade diminuíram de 100, em 2016, para cerca de 60, em 2017. "O investimento em tecnologia, implementação de uma central de segurança, reforço dos servidores e a parceria com a Polícia Militar tem ajudado na baixa dos casos", elencou. A presença da PM na UEL, inclusive, também tomou conta da pauta, com a opinião contrária de alguns estudantes.

Encontro contou com a presença do comandante da Companhia de Rádiopatrulhamento da Polícia Militar e secretário de Defesa Social
Encontro contou com a presença do comandante da Companhia de Rádiopatrulhamento da Polícia Militar e secretário de Defesa Social | Foto: CML/Imprensa/ Devanir Parra



Várias reuniões já têm acontecido de forma individual nos últimos meses com algumas faculdades, que levaram o problema até o legislativo. Umas das primeiras foi a UTFPR, que possui registros de crime dentro e fora da unidade de Londrina. Até a cerca da instituição foi roubada neste ano. Posteriormente, práticas de assaltantes aumentaram, principalmente com o roubo de celulares de estudantes em pontos de ônibus ou vias próximas.

"Pedimos o aumento da ronda na região, já que onde estamos é um lugar novo e precisava de um maior efetivo. Do lado de fora percebemos construções abandonadas, que serve como esconderijo de bandidos. Além disso, temos uma situação de escuridão em alguns pontos e mato alto", afirmou Sidney Alves Lourenço, diretor-geral da UTFPR Londrina. No interior da universidade, foram instaladas câmeras de segurança e está em estudo o controle de entrada e saída por meio de crachás.

O problema da escuridão, aliado com o trânsito, é o que vem tirando o sossego de funcionários, alunos e até de moradores da região da PUC (Pontifícia Universidade Católica), na zona oeste. De acordo com a diretora da unidade no município, Nádina Moreno, até arrastões já aconteceram. "Nas saídas da manhã e da noite, temos longas filas de carros por conta do semáforo que temos perto da avenida Tiradentes", relatou. "Neste momento os assaltantes vêm e ninguém pode fazer nada", relatou.

MEDIDAS CONCRETAS
Para o capitão Marcos Tordoro, comandante da Companhia de Radiopatrulhamento da Polícia Militar, a partir do encontro, serão feitas ações localizadas em cada instituição. "Foi importante para conseguirmos conhecer a demanda criminal de cada universidade e bairro, pois cada local tem suas peculiaridades na área de segurança pública. Nossa intenção, a partir de agora, é dar um atendimento específico para cada demanda, com o apoio da Gurda Municipal."

Outra medida concreta apontada foi a criação de protocolos de segurança nos estabelecimentos de ensino junto aos estudantes. "É importante que as universidades discutam medidas de segurança para conscientização, principalmente nas primeiras semanas de aula, com debates e palestras com a presença dos serviços de segurança interno e policiais. Assim, podem ser geradas medidas simples de cuidados preventivos", afirmou o vereador Rony Alves (PTB). Vice-presidente da comissão de Educação, Cultura e Desporto, ele se comprometeu a levar as reivindicações de deficit públicos para os órgãos competentes.

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