Reunião para discutir demissões suspende greve no Santander
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domingo, 03 de outubro de 1999
Por Cleide Sánchez Rodríguez 
São Paulo, 04 (AE) - O Sindicato dos Bancários de São Paulo e a diretoria de Recursos Humanos do Banco Santander Central Hispano (BSCH) se reúnem amanhã cedo na sede da instituição, na zona zul de São Paulo, para discutir a demissão de 340 funcionários. Com isso, a greve dos funcionários do banco fica suspensa e as atividades devem se normalizar.
A assessoria de imprensa do Sindicato informou que na reunião vão ser feitas basicamente duas reivindicações. A primeira é para tentar revertar as demissões já feitas e a segunda pedir garantias de emprego para os que ficaram.
De acordo com as informações da assessoria de imprensa do BSCH, o banco tem 5,5 mil funcionários em todo o País e cerca de 2,5 mil somente em São Paulo. As demissões ocorridas na semana passada concentraram-se principalmente nos cargos de direção, "com o objetivo de ajustar a instituição após as incorporações do Banco Noroeste e do Banco Geral do Comércio. "As 340 demissões correspondem a menos de 4% do total de colaboradores", informa a nota.
Na sexta-feira foi realizada uma nova assembléia que decidiu pela manutenção da greve até hoje. Houve piquetes e manifestações. A polícia foi chamada ao local para garantir a entrada dos funcionários, mas no período da tarde o sindicato liberou a entrada dos trabalhadores.
Boatos - Na prática, o Sindicato quer evitar que os boatos de mais demissões se concretizem nos próximos dias, sem que haja diálogo comos funcionários.
De acordo com a assessoria de imprensa do BSCH, tanto na sexta-feira como hoje boa parte dos funcionários trabalhou normalmente. O sindicato vai pedir também na reunião de amanhã que não haja desconto dos dias parados.
O banco informou, entratanto, que não há como descontá-los porque os funcionários estão trabalhando e muitos foram liberados do trabalho pela própria instituição. "Apesar de alguns transtornos causados por ações sindicais, as agências operam normalmente, sem qualquer impacto no atendimentos aos clientes", informou a nota.
Automação - Na assembléia realizada na sexta-feira passada na porta da sede do bancos, os funcionários haviam decidido pela continuidade da greve até que o banco aceitasse discutir a situação dos demitidos e a dos funcionários que permanecem na instituição.
O Santander está investindo na expansão e modernização de sua rede de agências e na automação. Esse processo, acredita-se, pode levar a uma nova onda de demissões do grupo no Brasil, e não apenas em São Paulo.


