Reunião evita apoio a Plano Colômbia
A 4ª Conferência de Ministros de Defesa das Américas termimou ontem com uma declaração burocrática que se referiu só de forma indireta à crise na Colômbia, o assunto que dominou as conversas do encontro de três dias. É de primordial importância continuar com o apoio aos esforços dos Estados e instituições dedicadas à luta contra as drogas ilícitas e atividades criminosas transfronteiriças correlatas, reconhecedo-se que tais atos apresentam desafios singulares à segurança e à estabilidade da região, afirma o documento. Mas a tentativa de Bogotá e Washington de usar o Plano Colômbia de combate ao narcotráfico como um primeiro exercício concreto de cooperação regional diante de uma ameaça comum foi claramente rechaçada. As explicações que o ministro de Defesa da Colômbia, Luis Fernando Ramírez, deu sobre o plano podem ter ampliado a compreensão sobre o que Bogotá pretende fazer. Mas não reduziram em nada o ceticismo em relação às chances de sucesso da parte militar da estratégia, que já terá um aporte de US$ 1,3 bilhão de Washington.





