Reunião entre governo e doadores do Fundo Amazônia termina sem decisão
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quarta-feira, 29 de maio de 2019
Folhapress 
São Paulo - A primeira reunião sobre o Fundo Amazônia entre Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, o embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng, e o embaixador da Alemanha, Georg Witschel, após um entrevero entre eles terminou sem nenhuma decisão sobre o futuro da aplicação. "Foi um primeiro trílogo informativo. Ficamos felizes em poder continuar nossa conversa em breve", afirma, em nota, a embaixada da Alemanha. Uma nova reunião ocorrerá na semana que vem.

Em seu perfil no Twitter, Salles indicou que quer usar o dinheiro do fundo em projetos-piloto em áreas de conservação com maior desmatamento, "monitorar, fiscalizar, fazer manejo florestal sustentável e resolver conflitos fundiários. Não há conflito de interesses. Governo seguirá empenhado no combate ao desmatamento".
Na semana passada, Salles pegou de surpresa os dois países, que doam milhões de reais para o fundo contra o desmatamento, com a declaração de que há irregularidade e que ambos estavam cientes da análise do governo de que são necessárias mudanças.
Os países doadores do fundo não concordaram com a fala do ministro e se mostraram seguros da governança atual. "O fundo depende de um rigoroso monitoramento do desmatamento realizado por instituições científicas brasileiras, bem como de uma governança transparente e diversa, com a ampla participação da sociedade civil. Esses foram elementos essenciais na decisão da Noruega de apoiar o Fundo Amazônia e os esforços do Brasil para reduzir o desmatamento", disse a embaixada da Noruega. A reportagem apurou que a Alemanha também não tinha conhecimento do resultado da análise feita pelo Ministério do Meio Ambiente.
O Fundo Amazônia visa a preservação da floresta Amazônica e as doações são proporcionais aos níveis de redução de desmatamento. O Brasil recebeu R$ 3,1 bilhões dos doadores e o valor é repassado para projetos de Estados, municípios, universidade e ONGs.


