Calabi - Segundo Calabi, a decisão do Senado de obrigar a União a fazer os depósitos judiciais dos papéis que substituirão os títulos paulistanos, emitidos irregularmante para pagamento dos precatórios, tira a flexibilidade da carteira de títulos do banco. "Isto enrijesse a carteira de títulos públicos do banco,que é importante, pois impõe condicionantes", afirmou. Calabi informou que a carteira de títulos públicos do banco soma R$ 55 bilhões, incluindo os R$ 5 bilhões dos papéis paulistanos que agora só serão recebidos depois que a Justiça decidir sobre a legalidade da emissão. O banco tem R$ 60 bilhões de depósitos e R$ 130 bilhões de ativos. Ele disse que não tem dúvidas sobre a regularidade dos papéis, já que foram emitidos por instituição oficial. Quanto ao uso dos recursos captados pela Prefeitura de São Paulo com os títulos, Calabi disse que o Banco do Brasil não tem controle sobre isso e que não cabe à instituição esse acompanhamento. Ele afirmou também que não traz nenhuma sugestão ao Senado. "Venho simplesmente como parte da minha obrigação de esclarecer os senadores", afirmou.Por José Ramos Brasília, 24 (AE) - Foi suspensa há pouco a reunião do presidente do Banco do Brasil, Andrea Calabi, com os senadores José Fogaça (PMDB-RS), Pedro Piva (PSDB-SP) e Eduardo Suplicy (PT-SP), para discutir a situação do banco, diante das regras fixadas pelo Senado para financiamento dos precatórios. A reunião, que estava sendo realizada no gabinete de Piva, será retomada no gabinete do senador José Eduardo Dutra (PT-SE), para onde o grupo está se dirigindo neste momento. Dutra foi o autor da emenda que incluiu os títulos paulistanos nas regras que exigem o depósito judicial dos papéis emitidos.

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