Assunção, 14 (AE)- O diretor do Departamento de Integração Latino-Americana do Itamaraty, ministro José Antônio Marcondes de Carvalho, falou há pouco em Assunção, Paraguai, aos jornalistas brasileiros, sobre a 16ª Cúpula do Mercosul, que reúne hoje ministros da área econômica e amanhã os chefes de Estados dos quatro países que integram Mercado Comum do Cone Sul e mais do Chile e da Bolívia. Segundo ele, a reunião dos ministros de economia e presidentes dos bancos centrais, que começará daqui a pouco, pretende aprofundar a discussão sobre os instrumentos de coordenação macroeconômica entre os países do bloco regional.
Carvalho lembrou que esse tema já foi discutido na semana passada, na reunião bilateral entre os presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso e da Argentina, Carlos Menem. "Esse será um passo importante para a construção da união aduaneira", afirmou Carvalho, destacando que os instrumentos de coordenação serão importantes para o estabelecimento de políticas comuns nas áreas fiscal e econômica. José Antônio Marcondes de Carvalho disse também que a questão envolvendo as negociações do Mercosul com a União Européia será o tema prioritário das reuniões do Mercosul em Assunçâo.
Os países do Mercosul não aceitam que seja protelado o início imediato das discussões com a União Européia para formalizar uma zona de livre comércio entre os dois blocos. No final deste mês, a cúpula do Mercosul pretende se reunir com os chefes de Estado da Europa, para formalizar este compromisso. O problema, no entanto, é que a França vetou a autorização para esse compromisso e só pretende fazê-lo quando rever os subsídios concedidos aos seus produtores agrícolas, depois da conclusão da rodada da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001.

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