A reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) começou, ontem, em Salvador, com a ajuda de uma instituição antes vista como ‘‘inimiga’’: o Exército Brasileiro. O antagonismo entre o regime militar (1964-1985) e a sociedade de cientistas chegou a ameaçar a realização da reunião em anos passados. Hoje é a presença do exército em Salvador, que vive uma greve de policiais militares, que dá condições à realização do evento.
‘‘Essa é a SBPC do apagão e da greve, mas já foi da ditadura’’, disse Glaci Zancan, presidente da sociedade. Ela afastou completamente a possibilidade de um adiamento, apesar das cirscunstâncias.
A crise provocada pela greve dos policiais fez com que o comércio e os restaurantes fechassem suas portas, confinando a maioria dos cientistas aos hotéis.
Ontem pela manhã, no campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia, local em que começam hoje as apresentações e debates científicos, havia fila de dezenas de pessoas, entre alunos e professores, fazendo a inscrição.
O evento, em 53ª edição, bateu o recorde de inscrições para o acompanhamento das atividades. Os últimos números consolidados apontavam 9 mil inscritos, mas a organização do evento espera chegar aos 13 mil. O tema da reunião é ‘‘Nação e diversidade: patrimônio do futuro.’’

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