Curitiba- Diretores do Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), da Humânitas e da Montesinos, empresas terceirizadas que administram unidades prisionais no Paraná, devem apresentar no dia 10 de agosto uma proposta relativa às reivindicações dos funcionários dos presídios. ''As empresas vão analisar os pedidos e trazer uma resposta'', afirmou José Mário Valério, diretor-executivo do Inap.
A data foi estipulada ontem, durante reunião no Ministério Público do Trabalho que contou com a presença de integrantes de entidades representativas dos cerca de 1.200 funcionários das unidades terceirizadas e de diretores das empresas. A paralisação da categoria, possibilidade que foi mencionada durante a semana, foi temporariamente descartada.
O Paraná tem seis unidades prisionais terceirizadas. O Inap administra a Penitenciária Industrial de Cascavel, a Casa de Custódia de Londrina, a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu e a Casa de Custódia de Curitiba; a Humânitas é responsável pela Penitenciária Industrial de Guarapuava e a Montesinos, pela Penitenciária Estadual de Piraquara.
Um dos itens da pauta de reivindicações teve definição anunciada na reunião de ontem: José Caetano Ferreira Neto, chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Seju), afirmou que na próxima semana deve ser publicado no Diário Oficial do Estado um aditivo do governo para que sejam repassados recursos financeiros para que as direções das seis unidades paguem auxílio-alimentação de R$ 175 por mês aos funcionários e também os retroativos (o benefício deveria estar sendo pago desde julho de 2004).
João Soares, presidente da Federação dos Trabalhadores Empregados em Empresas do Segundo Grupo do Comércio e Prestadores de Serviços do Estado do Paraná, afirmou que as outras reivindicações são pagamento de adicionais de risco e de insalubridade e equiparação salarial aos ganhos dos funcionários dos presídios não terceirizados. O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Administradoras de Casas de Custódia e Penitenciárias do Estado do Paraná (Sitepec) aponta que a diferença chega a cerca de R$ 1,4 mil.
''Eu acho que na reunião de hoje (ontem) já houve uma mudança de postura das empresas. Antes era só enrolação, agora os diretores pelo menos prometeram uma proposta concreta'', comentou Soares. Os diretores das empresas alegaram que o pagamento dos adicionais e reajustes salariais poderiam ser concedidos se o governo estadual renegociasse os valores dos contratos com as administrações das unidades. Ferreira Neto, da Seju, se limitou a dizer que a questão está atualmente na alçada da Procuradoria Geral do Estado.

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