Londrina - O julgamento de dois dos três réus do caso Amanda Rossi está marcado para o dia 30 de setembro, no entanto, o advogado Laércio dos Santos Luz, responsável pela defesa de Alan Aparecido Henrique pediu ao Tribunal de Justiça (TJ) que o júri seja realizado em outra cidade - desaforamento. Ele questiona a imparcialidade do júri, já que o crime teve grande repercussão na cidade.
''Questiono por que quando os acusados foram presos, o então secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou que tinha certeza de que eles eram os autores do crime. Isso compromete o julgamento na cidade'', afirmou o advogado. Confome ele, o júri já vai para o julgamento com o pensamento de condenar alguém. ''Se eles votarem contrariamente não terão condições de encarar a sociedade'', justificou. O advogado quer que o júri seja realizado em alguma cidade fora da região metropolitana de Londrina.
A promotora Suzana Lacerda, que acompanha o caso, afirmou que não considera este um caso de desaforamento. ''O fato do crime ter gerado mobilização na imprensa e na família da vítima não significa que o julgamento não possa ser realizado onde o crime aconteceu. Se fosse assim, onde seria realizado o julgamento do caso da Isabela Nardoni?'', questionou. Ela disse que nada indica que os jurados estão contaminados por um julgamento prévio. ''O advogado está desmerecendo o conselho de sentença de Londrina. Não acredita que a sociedade possa fazer um julgamento justo e isento. Os jurados vão analisar as provas e, com base, nisso farão sua decisão. Eles são completamente livres para decidir''. explicou a promotora.
Ela disse ainda que a opinião da juíza Elizabeth Khater, responsável pelo julgamento dos acusados, também será levada em conta pelo TJ. ''O desaforamento pode ser pedido por qualquer das partes ou pelo próprio juiz da causa. Se ela não entender que os jurados estão contaminados, o argumento da defesa não terá base'', finalizou.

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