O retorno ao trabalho dos funcionários do INSS em Londrina provocou filas de pessoas em busca de atendimento nos dois postos da cidade. No posto central os funcionários organizaram um esquema de ''bate-filas'', que dispensou na portaria os casos considerados desnecessários. Por volta das 10 horas o atendimento já estava controlado. A chefe do posto, Elza Rodrigues, acredita que até o final da semana a situação esteja normalizada.

Já no posto do Jardim Shangri-lá, zona oeste, a procura foi maior e nem mesmo o bate-filas conseguiu acabar com a espera. Até as 10 horas foram distribuídas 109 senhas e outras 100 pessoas aguardavam enfileiradas do lado de fora. A chefe do posto, Cíntia Cristina Jorge Iwanko, disse que o horário de atendimento teve que ser reduzido para que todos os funcionários fossem disponibilizados para o serviço. A maior procura foi por perícias médicas. O posto determinou como prioridade o atendimento dos casos de auxílio-doença, maternidade e pensões

Cíntia Iwanko acredita haver desinformação sobre o atendimento oferecido pelos postos. ''Os dois postos prestam os mesmos serviços'', esclareceu. Ela orienta as pessoas que queiram entrar com o pedido de aposentadoria que aguardem até janeiro, quando os encaminhamentos deverão ser mais rápidos.

O trabalhador rural Antônio Miguel da Silva, 58 anos, procurou atendimento na agência do INSS várias vezes durante o período da greve. Por problemas no coração ele não pode mais trabalhar, e havia entrado com o pedido de aposentadoria por invalidez, no posto do Shangri-lá, alguns dias antes do início da greve. A perícia médica havia sido marcada para outubro. Na semana passada o posto havia remarcado o exame para ontem, mesmo assim ele enfrentou a longa fila de espera. Confiante, o segurado espera receber o benefício em 30 dias.

Em Foz do Iguaçu, até ao meio-dia de ontem 252 pessoas procuraram o posto do instituto. A digitadora Graziele Cassiano Lopes, 24, solicitou perícia médica para certificar uma Lesão por Esforço Repetitivo (LER). ''Já tinha ido oito vezes na unidade'', contou. Ela aguardava atendimento desde o dia 29 de outubro.

Em Maringá a agência do INSS voltou a funcionar às 8 horas, mas os beneficiários já estavam na fila desde às 4 horas. A maioria, pensionistas e gestantes que esperavam ansiosos para dar entrada na documentação. De acordo com o funcionário Altamir Cardoso, cerca de 400 pessoas foram atendidas até as 13 horas. A expectativa é de que até as 18 horas passassem pelo setor 800 pessoas.(Com Lucinéia Parra, de Maringá, e Alexandre Palmar, de Foz).

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