Retorno do IPE será estudado
Curitiba Segundo o secretário da Saúde, Cláudio Xavier, a gestão do governador Jaime Lerner (PFL) não deu a ênfase necessária a programas de cunho social. ''Nossa prioridade será fortalecer a cidadania. Questões como a saúde do trabalhador, do idoso, da criança e do adolescente, especialmente na questão das drogas, merecem mais atenção do poder público'', comentou.
Nos primeiros dias à frente da pasta, Xavier pretende fazer um levantamento dos convênios firmados pelos ex-secretários da Saúde indicados por Lerner, Luiz Carlos Sobania e Armando Raggio. ''Temos que analisar os contratos antes de decidir o que será mantido e o que será encerrado. Mas é claro que a postura tanto do governo estadual como o do federal é a de que o poder público não pode ser omisso, e sim um agente nas transformações'', explicou.
A desativação do atendimento médico do Instituto de Previdência do Estado (IPE) também foi considerada um erro por Xavier. ''O retorno do IPE depende das secretarias de Planejamento e Administração, mas já temos um plano para a área. Pelo que ouvimos de muitos servidores, sentimos que a desativação do atendimento médico do IPE causou muitos transtornos.''
Xavier classificou como um dos principais problemas da saúde atualmente no Estado o ''atendimento intermediário''. ''Se o paciente precisa de uma cirurgia cara, ele pode conseguir pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Se precisa de um remédio barato, pode conseguir nos postos de saúde. O problema está no nível intermediário, quando às vezes falta um médico especialista em rins para uma consulta, por exemplo, ou uma máquina de raio-X'', acredita o secretário.
A gestão de Lerner também teve pontos positivos que, segundo Xavier, serão mantidos. ''A rede de ambulâncias foi um grande avanço no governo Lerner, embora com a regionalização do atendimento espero que não seja tão necessária a sua utilização. A Central de Regulação, que permite o agendamento de consultas, também merece destaque. A organização das informações será fundamental para racionlizar o atendimento médico'', analisou.





