O Código de Posturas também prevê a volta dos quiosques, desde que precedidos de licitação, como floriculturas, bancas de jornais e revistas, cafés, sorveterias e serviços públicos (banheiros). ''A volta dos quiosques seria um retrocesso'', rechaçou o arquiteto Eduardo Suzuki.
A proposta vem na contramão daquilo que houve no segundo ano da administração Barbosa Neto, quando 38 quiosques foram retirados ao longo do Calçadão. ''Ficou louco? Eles retiraram a gente e agora propõem a volta'', criticou o jornaleiro José Tito de Souza, que manteve uma banca de revistas por 38 anos no Calçadão e agora aluga uma sala no Centro Comercial.
''A sanção foi obrigatória, em virtude da emenda estar dentro de um artigo, senão seria vetada. O fato de estar no Código de Posturas não quer dizer nada do ponto de vista prático. Estar lá, significa que, se um dia algum outro prefeito quiser colocar (quiosques), está lá descrito como deve ser feito. Os quiosques não fazem parte do plano de governo do prefeito'', afirmou Cito.
''Não somos contra os quiosques. A Acil é contra aqueles modelos antigos, verdadeiros monstrengos, sem padronização imobiliária. Se a gente tiver mobiliários urbanos com regras claras e com modelo padrão dá vida ao Calçadão'', disse Nivaldo Benvenho, presidente da entidade.
Ambulantes
Outra alternativa para o comércio na região seria o cadastro de pelo menos 200 ambulantes. O Código propõe que poderiam ser vendidos frutas, produtos alimentícios e artesanais no Calçadão.
A Acil não cria objeção ao comércio de rua. ''A partir do momento em que você regulamenta e passa a controlar o comércio, não criamos objeções, mas tem que haver fiscalização'', afirmou Benvenho. (D.M.)

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