Por Nélia Marquez
Brasília, 14 (AE)- O secretário adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, disse há pouco que a retomada da atividade econômica é um dos fatores que explica o crescimento da arrecadação tributária acumulada de janeiro a março, que fechou em R$ 42,787 bilhões. Segundo ele, neste período ocorreram R$ 5,039 bilhões de receitas atípicas, valor praticamente o mesmo de igual período do ano passado, de R$ 5 067 bilhões. "Isso leva a concluir que o aumento real de arrecadação de 1,93% no período refere-se ao desempenho da economia".
Com exceção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), todos os tributos arrecadados em março, segundo a Receita Federal, tiveram crescimento de arrecadação em relação a fevereiro. O Imposto de Renda, por exemplo, arrecadou em março R$ 5,620 bilhões e cresceu no período 35,94%, sendo que as entidades financeiras, cujo recolhimento aumentou 72,70% reais, foram responsáveis pelo maior impacto na arrecadação. A arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte em março fechou em R$ 2,843 bilhões, o que representou um crescimento de 19,64% em relação a fevereiro. A arrecadação do IPI em março ficou em R$ 1,368 bilhão, menor 4,08% em relação a fevereiro.
Segundo Ricardo Pinheiro, a queda na arrecadação do IPI se deve à compensação de outros créditos tributários, procedimento que passou a ser proibido há duas semanas. A maior queda no IPI referiu-se aos automóveis: alcançou R$144,1 milhões
com redução de 27,6% em relação a fevereiro. A arrecadação da Contribuição sobre Lucro Líquido foi de R$ 1,451 bilhões, o que representou um crescimento de 62,69% em relação a fevereiro. No ano, a arrecadação dessa contribuição está acumulada em R$ 2,977 bilhões. Já a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), cuja alíquota atual está em 0,38% e será reduzida para 0,30% no segundo semestre, registrou uma arrecadação em março de R$ 1,4 bilhões, acumulando no ano R$ 3 704 bilhões.

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