Retirada do óleo será feita em 1 mês
Agência Estado
do Rio
O presidente da Petrobras, Henri Phillipe Reichtul, estipulou um prazo de 30 dias para a retirada do óleo no mar e nas praias. No caso das praias, pretendemos terminar os trabalhos antes do previsto, disse o superintendente de Transportes da empresa, Carlos Alberto Martins de Souza. Segundo Souza, o prazo é suficiente, uma vez que o óleo do mar tende a se evaporar e a se dispersar, e já foram retirados 420 mil litros de óleo. No caso das praias estamos antecipando a limpeza, para poder liberá-las logo.
A etapa que poderá levar mais tempo é a de recuperação dos mangues, ressaltou o superintendente. Carlos Alberto Martins de Souza, porém, acredita que só os chamados mangues não preservados (que já foram invadidos por pessoas) foram atingidos.
Ainda não temos certeza, mas estamos confiantes que óleo ainda não chegou nos mangues preservados. A recuperação desse tipo de área pode levar até dois anos.
Sob orientação de técnicos estrangeiros, a Petrobras começa a ampliar hoje o esquema de barreiras flutuantes com que, desde a semana passada, tenta evitar que o óleo que vazou da Refinaria Duque de Caxias se espalhe ainda mais e saia da Baía de Guanabara. Vinte e oito mil metros de bóias serão instalados, entre outros pontos, no norte da baía e perto da ilha de Paquetá, somando-se aos 6 mil metros que já estão sendo usados. Também serão feitas barreiras junto à ponte RioNiterói, para bloquear o material que já chegou ali. Ontem, a mancha atingiu Tubicanga, manguezal na Ilha do Governador.
A química inglesa Karen Purnell, da empresa Tankers Owners Pollution Federation, acompanhada do prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde (PFL), e o presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichtul, sobrevoou ontem a área atingida e descartou a possibilidade de o óleo sair da baía.
Segundo ela, o material perto da ponte forma uma camada muito fina que, com o calor e o vento, tende a se evaporar antes de atingir as praias de Botafogo e Flamengo. Conde afirmou que a Comlurb está monitorando o litoral e nada constatou.
O óleo está muito concentrado perto da ilha de Paquetá, especialmente em áreas rochosas, um pouco perto da ponte, mas uma camada muito fina, afirmou Karen. Essa quantidade não é suficiente para ser considerada contaminação, não tem como chegar às praias da zona sul, porque se evapora muito facilmente. Ela explicou que nas áreas que estava escolhendo ontem será usada a técnica de deflexão, que consiste em instalar bóias contra a costa, de acordo com o vento. Isso vai ajudar a direcionar o óleo para dentro das barreiras e capturá-lo, minimizando as chances de que se espalhe.
Em seu vôo, a química pôde constatar que a mancha está concentrada perto de Tubiacanga. Já identificamos essa mancha, e tem um pessoal já se movimentando para cercá-la e tentar tirar o óleo, disse Reichtul. É a única existente ainda, dos sobrevôos que fizemos hoje (ontem) de manhã. Ele insistiu que não há perigo de o óleo sair da baía, mas ressaltou que, ainda assim, serão instaladas as bóias perto da ponte, como medida preventiva.





