Porto Alegre, 12 (AE) - Deve ser iniciada amanhã a operação de retirada de 1,2 mil litros de óleo diesel da casa de máquinas do navio Mariangela Matarazzo, atracado no cais do Estaleiro Só, zona sul da capital gaúcha. Porém, há suspeita de que um dos tanques examinados contenha muito mais combustível - provavelmente em estado pastoso pelo tempo em que está estocado - do que se imaginava. Amanhã, três engenheiros navais apresentarão um novo laudo sobre o tanque, com capacidade de 85 mil litros, avaliando as condições técnicas de esgotamento. O barco sofreu uma avaria profunda no seu casco por um erro no processo de desmonte, executado sem licença das autoridades portuárias e de meio-ambiente, de forma tecnicamente incorreta e em um estaleiro abandonado. Passou a representar uma ameaça de vazamento e de contaminação das águas do rio Guaíba.
"Foi uma barbeiragem", definiu o presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fepam), Nilvo Alves da Silva
referindo-se à maneira como o desmonte foi iniciado, comprometendo a estrutura da embarcação. A Navegação Atlântica S. A., dona do barco, foi multada em R$ 50 mil por dia, até que o problema seja resolvido. "Tomamos todas as providências necessárias", garantiu Silva.

mockup