Belém, 29 (AE) - A balsa Xingu, utilizada pelas empresas norte-americanas contratadas pela Texaco para retirar todo o óleo dos taques da balsa Miss Rondônia, naufragada há 25 dias no rio Pará, já bombeou mais de 500 mil litros do combustível. Até o início da noite de ontem (28), de acordo com o diretor da Texaco em Belém, José Ferreira Amin, a cada hora eram retirados 20 metros cúbicos por hora. A previsão é de que o trabalho seja concluido domingo. O trabalho deve ser acelerado a partir de quinta-feira.
O chefe da Defesa Civil no Pará, Paulo Gerson, informou que a operação está sendo feita em dois turnos diários de seis horas. Amin disse que a medida em que o óleo é retirado da Miss Rondônia, a balsa sofre uma leve inclinação. "Isso é natural, porque a água que está sendo injetada a cada litro de óleo retirado é mais leve do que o combustível. "O detalhe mais importante é que não há qualquer vazamento de óleo no rio. A operação é um sucesso, até agora", comemora Amin.
Para demonstrar que não está havendo contaminação do rio
os mergulhadores holandeses retiraram areia do local onde a balsa está fundeada. A areia não apresentou qualquer mancha de óleo. Mas, nas comunidades ribeirinhas de Barcarena, onde a balsa afundou, perdura o ceticismo. "Só vamos dizer que tudo saiu 100% depois que todo o óleo for bombeado e a balsa flutuar sem que fiquem vestígios de óleo", afirmou Antonio Nonato Leite
líder dos pescadores de Vila do Conde.

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