Retirada de corpo de morto vira drama para família
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quinta-feira, 17 de agosto de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O corpo do pedreiro José Gregório dos Santos Pereira, 58 anos, que morava na Zona Oeste, em Londrina, ficou pelo menos 18 horas esperando encaminhamento pelos órgãos responsáveis. De acordo com filhas da vítima, o problema teria sido um jogo de empurra-empurra entre a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) e o Instituto Médico-Legal (IML).
''Começamos a ligar e a Acesf até veio aqui, mas não quis levar o corpo. Não desejo isso nem pra um cachorro'', lamentou a filha dele, Rosemeire Pereira, 35. A morte de Pereira, que morava sozinho, foi percebida no início da manhã por parentes. Ele recebeu atendimento médico na noite anterior e teria sido medicado através de soro e injeção.
O técnico de gestão pública da Acesf, Ilson Marcolino Barbosa, explicou que a equipe foi acionada às 14h25 e não levou o corpo porque a família suspeitava da morte relacionada ao atendimento médico. ''Se fosse morte natural, a Acesf levaria o corpo sem problemas. Mas com a dúvida, o IML foi acionado'', disse. A retirada do corpo pelo IML foi às 18 horas.


