Retirada de combustível de navio avariado deve ser concluída amanhã
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quinta-feira, 13 de abril de 2000
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 14 (AE) - Cerca de 45 mil litros de óleo diesel e de água haviam sido retirados da casa de máquinas e de um dos tanques do barco Mariangela Matarazzo, até o final da tarde de hoje. Com uma rachadura na lateral, a embarcacão corre riso de provocar o vazamento do combustível no Rio Guaíba. Mas acreditava-se que o pior momento já passou. O navio está abandonado há pelo menos oito anos no cais do Estaleiro Só, situado na zona sul da capital gaúcha. A Secretaria de Meio Ambiente do Estado prevê que a operação poderá ser concluída amanhã (15).
Calcula-se que, das 45 mil toneladas, 40% sejam de óleo. O líquido bombeado está sendo levado para a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS), onde será avaliado o seu reaproveitamento. O Mariangela Matarazzo continua cercado por bóias que podem controlar um eventual vazamento. A ameaça de contaminação ambiental foi causada por um erro no processo de desmonte da estrutura. A proprietária do barco, a Navegação Atlântica S.A. (Nasa), do Rio, havia encarregado outra empresa de desmantar o navio, o que foi feito sem autorização legal e de maneira tecnicamente errada, provocando a rachadura. A Nasa foi multada em R$ 50 mil por dia e deverá responder a processo criminal.


