São Paulo, 14 (AE) - A Ecovias, o Comando de Policiamento Rodoviário do Estado, o Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e a Comissão de Concessões da Secretaria de Estado dos Transportes deram versões conflitantes sobre a prometida operação de retirada dos ambulantes do sistema Anchieta-Imigrantes. Na prática, isso significa que a fiscalização deve demorar.
Segundo a Ecovias, que inaugurou a polêmica ao solicitar providências à Comissão de Concessões, quem tem de fiscalizar e apreender é o DER. À polícia caberia atender as determinações do DER. Não é o que diz a polícia. "A própria concessionária pode colocar fiscais e pedir nosso apoio", disse hoje o major Jair Lourenço de Moura, comandante interino do 1.º Batalhão de Policiamento de Rodoviário. "O que não podemos é ficar atrás de vendedores, pois seria crime de usurpação de função".
O comandante disse que a Ecovias solicitou apoio para este fim de semana e o passado, mas para somente um fiscal. Segundo Moura, foram destacados quatro policiais para acompanhar o engenheiro. Um levantamento de vereadores da Baixada mostra que são mil os vendedores no sistema. A Ecovias nega ter feito essa fiscalização.
De acordo com a Comissão de Concessões, cabe a ela fiscalizar os contratos com as concessionárias, e não ambulantes. A nota da Ecovias à imprensa mostra que a empresa solicitou à comissão para que atue "através do DER e Polícia Militar Rodoviária". A sssessoria de Imprensa do DER informou que cabe ao departamento fiscalizar, mas que não havia disponibilidade de fiscais para este fim de semana. São 140 fiscais, normalmente destacados para fiscalização da lei-seca, para 19 mil quilômetros de estrada. O departamento estuda uma medida que daria poder de fiscalização às concessionárias. (A.L.C.)

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