São Paulo, 17 (AE) - O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, revelou hoje, por meio de nota oficial, que o diretor do Departamento do Café, Roberto Abreu, irá anunciar amanhã, em Londres, durante reunião da Associação dos Países Produtores de Café (APPC), que o Brasil vai desenvolver um programa de retenção de café com recursos do Fundo de Defesa da Cafeicultura (Funcafé). De acordo com o ministro, o Funcafé conta com recursos da ordem de R$ 500 milhões para usar na retenção do café. Este valor vai permitir a estocagem de cerca de 5 milhões de sacas de café, a fim de que os produtores possam segurar o produto a espera de melhores preços de venda.
Pratini esclarece, no entanto, que o governo brasileiro só irá atingir o limite de 5 milhões de sacas se for realmente necessário. As condições de mercado é que irão definir o volume a ser estocado. Pratini disse que outros países produtores, como Colômbia, Costa Rica, El Salvador e Costa do Marfim também devem implementar estratégia para retenção de café. O ministro explicou que a forma adotada pelo governo brasileiro pretende fortalecer a comercialização do café, promovendo o reordenamento da oferta e demanda mundial. "A retenção também permitirá reequilibrar os preços internos em função do quadro de abastecimento futuro. Pratini disse que o Brasil irá apoiar a iniciativa da APPC de liberar recursos para realizar o programa de marketing internacional que deverá aumentar o consumo mundial em cerca de 5% ainda neste ano.

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