Resultado semelhante ao obtido com cirugia
Escolher a melhor terapia para tratamento do câncer de pele, explica a dermatologista Maria Cláudia Almeida Issa, do Rio de Janeiro, depende de vários fatores: idade do paciente, localização da lesão, extensão da doença, aderência ao tratamento e, às vezes, a preferência do paciente.
O padrão é tratar com cirurgia, que tem resultados bons para acabar com o câncer, mas nem sempre é ideal, principalmente se há inúmeras lesões, porque deixa cicatrizes.
Já a crioterapia, outro tipo de tratamento, que usa aplicação de nitrogênio líquido, tem a desvantagem de deixar manchas esbranquiçadas no local onde havia a lesão. E o tratamento quimioterápico tópico, apesar dos bons resultados, leva até seis semanas para ser finalizado, e pode ter efeitos colaterais como irritação do rosto e dor.
Para a médica, a vantagem da terapia fotodinâmica é que é um procedimento não invasivo, com eficiência alta como a cirurgia, e sem nenhuma recidiva após três anos, taxa semelhante aos outros tratamentos. O custo do procedimento varia conforme a extensão da área a ser tratada, mas é acessível. No Brasil, o tratamento já é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas apenas na cidade de Fortaleza (CE), o que mostra que poderá ser implantado em outros locais.
Pesquisas já buscam outras utilizações para a terapia fotodinâmica, como para o tratamento de acne, psoríase, verrugas, leishimaniose e até para rejuvenescimento. ''É mais uma arma para o arsenal terapêutico do dermatologista'', avalia.(C.P.)





