Curitiba - Para Eduardo Quadros da Silva, coordenador do curso de Matemática da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) em Curitiba, o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), reflete a realidade do ensino brasileiro.
Conforme o resultado, menos de 2% dos estudantes de 15 anos que participaram do programa atingiram performance máxima na solução de problemas de matemática complexos, incluindo percentuais, frações ou gráficos. O professor aponta que não se deve pensar em culpados (escolas, professores, poder público), mas refletir como os conteúdos estão sendo repassados aos alunos atualmente.
"É preciso desenvolver nos estudantes uma capacidade investigativa, a criatividade e a prontidão para resolver situações inusitadas. O que não pode acontecer é seguir com um modelo, um cronograma que se percebe que não está dando certo. Não se pode esconder um problema, pois os exames como o Pisa estão aí para mostrar a situação", afirmou.
Silva ainda ressalta que a valorização ampla dos professores e o debate com outros países para conhecer o que é realizado lá fora pode contribuir para melhorar o ensino e, consequentemente, o desempenho dos estudantes. "Os docentes precisam se especializar e de tempo para poder refletir naquilo que vai ser trabalho com os alunos na sala de aula. Entretanto, como nós sabemos, ele tem que seguir um cronograma e os alunos, da mesma forma, não desenvolvem a sua criatividade", completou.

mockup