Resultado de estudo provoca discussão
O resultado do estudo ''Enhance'', divulgado pelo Colégio Americano de Cardiologia, em Chicago, trouxe muita discussão entre cardiologistas de todo o mundo. Também foi assunto do evento científico promovido em Londrina pela Merck Sharp & Dohme. Quem apresentou o tema foi o cardiologista José Rocha Faria Neto, professor da PUC/PR, de Curitiba.
Feito com mais de 700 pacientes com colesterol alterado por doença genética, o estudo buscou avaliar o benefício de uma nova droga, o ezetimiba/sinvastatina, comercializado com o nome Vytorin. O objetivo foi detectar se nesse grupo específico de pacientes, que não tem o colesterol alterado por conta da alimentação, o medicamento faria diferença na formação de placa de gordura na artéria carótida, na região do pescoço, detectável por exame de ultra-som.
Segundo Faria Neto, os dois grupos estudados, um recebendo a medicação padrão, e outro, recebendo a nova droga, tiveram resultados semelhantes, daí a polêmica. ''O estudo gerou muita discussão porque havia dúvida se o remédio funcionava. Mas, mesmo sem diferenças na formação de placa na carótida, ele foi extremamente eficiente em baixar o colesterol'', avalia. Essa redução do colesterol chegou a 56%.
O médicoEle ressalta que para a maioria dos pacientes, que não tem a doença genética como causa do colesterol elevado, o tratamento continua com ênfase na modificação da dieta, prática de atividade física e perda de peso.(C.P.)





