Os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade de Alencar, que investigam as mortes de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, descartaram ontem a tese de crime passional. Para eles o que houve foi um duplo homicídio. ‘‘Temos quase certeza que Suzana também foi assassinada, resta saber quem deu o tiro nela’’, afirmou Lessa.
Os delegados estiveram anteontem em João Pessoa (PB) para ouvir a mãe de Suzana, Maria Auxiliadora. O depoimento, segundo Lessa, foi importante para confirmar a tese de duplo assassinato. Maria Auxiliadora disse que quando os seguranças de PC abriram a janela do quarto do casal Suzana estava viva, agachada, chorando, em um canto.
Segundo Auxiliadora, foi o policial militar Reinaldo Correia de Lima, ex-chefe dos seguranças de PC, quem deu a informação a seu marido, Eraldo Rodrigues Lisboa. ‘‘Vamos fazer uma acareação entre Reinaldo e o padrasto de Suzana para saber quem está falando a verdade’’, informou Lessa. Nesta semana os delegados e o promotor Luiz Vasconcelos reiniciam os trabalhos em Maceió, interrogando os seguranças de PC que estavam na casa de praia no dia do crime. Prestarão depoimento os PMs Reinaldo, José Geraldo, Adeildo Costa Santos e Josimar Faustino dos Santos.

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