Resseguradoras temem atrasos19/Mar, 19:03 Rio, 19 (AE) - As resseguradoras que não vão brigar pelo IRB e as que perderem a disputa terão duas opções para operar no Brasil. Podem ser resseguradoras locais, constituindo uma empresa com sede aqui, e então terão direito, junto com o novo dono do IRB, à reserva de 60% do mercado nos primeiros dois anos. Ou entram depois disso, sem precisar de base no Brasil. Muitas das 14 resseguradoras que já têm representação no País querem ser resseguradoras locais, mas temem uma demora na autorização que precisarão obter da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O diretor da órgão, Lídio Duarte garante que as autorizações saiam 45 dias após a venda do IRB. O diretor de relações com o mercado da Munich Re, Nery Silva, prevê que as autorizações podem demorar de seis meses a um ano, o que diminui o interesse em ser uma resseguradora local já que a reserva de mercado é de dois anos. O vice-presidente da American Re - do mesmo grupo -, Henrique Smart, tem outra incerteza: se o capital que as resseguradoras trarão para seus negócios terá de estar disponível "cash" ou se elas poderão comprar títulos públicos, que podem render mais do que no banco. (M.F.D)