São José dos Campos, SP, 04 (AE) - As fortes ressacas registradas nos últimos dias na costa do Sul e do Sudeste do Brasil são originadas por ciclones tropicais. Esses ventos circulares, que atingem velocidades superiores a 200 quilômetros por hora, são formados no encontro do ar quente e úmido do Oceano Atlântico com o ar frio e seco vindo do extremo sul do Pacífico. O ciclone, que também é conhecido como furacão ou tufão, tem seu núcleo a mais de mil quilômetros do litoral.
A violência dessa tempestade em alto-mar chega até a faixa costeira, geralmente em forma de destruição. Os ciclones alteram a maré, fazendo-a subir entre 3,9 metros e 5,6 metros, caso os ventos em sua área de ação estejam com velocidades entre 209 quilômetros e 248 quilômetros por hora. Os cientistas têm cinco categorias diferentes para classificá-los. A que estaria ocorrendo na costa brasileira estaria entre os níveis 3 e 4.
As anomalias climáticas El Niño e La Niña influenciam a quantidade de ciclones tropicais que serão formados. Os furacões podem ainda provocar ondas imensas, enchentes, ressacas devastadoras e ventos que podem ultrapassar 300 quilômetros horários. Como necessitam de evaporação úmida em grandes quantidades, sua potência é drasticamente reduzida quando ingressam em terra firme.
A tendência para este inverno é a continuidade desse fenômeno
que apresentará uma força crescente, em razão da chegada de frentes frias cada vez mais carregadas durante os meses de junho e julho. A partir de agosto, esse processo passará a ser mais esporádico.

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