Santos, 07 (AE) - A força da maré alta, que teve o seu pico de 1,6 metro às 15h24 desta segunda-feira (31), causou sérios danos à região da Baixada Santista.
Em Santos, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foi obrigada a interditar vários trechos da orla, que se tornaram intransitáveis em razão dos alagamentos.
Vários desvios foram observados no fim da tarde, entre os Canais 2 e 3 e entre o Canal 6 e a Ponta da Praia, a fim de livrar os motoristas das águas.
No bairro do Gonzaga, os problemas foram maiores nas Ruas Jorge Tibiriçá e Carlos Afonseca, onde a água chegou a atingir as garagens subterrâneas e a areia obstruiu a rede de drenagem.
Em São Vicente, a Avenida Antonio Rodrigues, na Praia do Gonzaguinha, foi interditada no início da tarde, por causa das fortes ondas que inundaram a via, levando risco aos motoristas que trafegavam por aquela área.
Algumas muretas foram destruídas pela força da maré. Na região dos mangues, sobretudo na favela México 70 e no Saquaré, a situação ficou crítica, obrigando a Defesa Civil do município a fazer um monitoramento constante dos dois núcleos, pois a água atingiu grande parte dos barracos. Até o início da noite, não havia o registro de desabrigados.
Os maiores danos, entretanto, foram registrados na orla da Cidade Ocian, em Praia Grande, onde os quiosques chegaram a ser arrastados pelas fortes ondas. Apavorados com a ressaca, os proprietários de algumas barracas pediram ajuda dos bombeiros, que não puderam fazer muita coisa, a não ser alertar as pessoas para que deixassem o local, enquanto as ondas permaneciam altas.
De acordo com a Meteorologia da Base Aérea de Santos, a massa fria aliada à alta pressão atmosférica é que provocou a maré alta, agitando o mar. A tendência é que a nebulosidade desapareça amanhã, normalizando a situação.

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