Resolução do Contran gera fila em Londrina
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2005
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
A corrida ao Departamento de Trânsito (Detran), em Londrina, para renovação de carteiras de habilitação aumentou o tempo de espera na fila por atendimento. A demora, que antes não ultrapassava os 40 minutos, passou a ser de até cinco horas. Exames médicos estão sendo agendados para o dia seguinte. O corre-corre é efeito da Resolução 168 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entra em vigor em março. O Detran do Paraná não vai aplicar cumprir todas as mudanças, mas os motoristas, ao se anteciparem, pretendem fugir da exigência de curso para renovar o documento.
O Contran determina que motoristas que tiraram a carteira antes de 1998, ao renová-la, façam 10 horas de aulas de direção defensiva e 5 horas de aulas de primeiros socorros. A previsão é que 2 milhões de paranaenses que fizeram o documento antes de 1998 devam passar pelas aulas. Mas, no Paraná, conforme anunciou anteontem a direção do órgão, essa medida não será cumprida até 22 de março, quando a resolução entra em vigor.
''A minha carteira venceu dia 30. Sei que temos um mês pela frente para renovarmos, mas preferi vir logo'', afirmou a psicóloga Luciana Martinelli Casagrande, 32 anos.
A psicóloga chegou ontem ao Detran às 8h30 e às 9h30 esperava na fila para recolher a taxa de R$ 46,37. Antes disso, Luciana enfrentou uma fila no balcão de informações para retirar a senha de atendimento e levantar possíveis restrições à renovação. O exame médico da jovem deve ser realizado apenas hoje.
Luciana questionou ainda a cobrança de R$ 3,70 hora/aula para quem vai renovar a carteira. ''É injusto para nós. Ao invés de fazer uma conscientização dos motoristas de outra forma, como sempre preferem pegar pelo bolso'', lamentou a psicóloga.
O Chefe da 12 Ciretran, Rubens Loureiro, lembrou que, geralmente, a demanda de atendimento aumenta entre outubro e dezembro, com motoristas querendo atualizar a situação de documentos dos veículos e pessoais para poder viajar durante as férias. Janeiro sempre foi considerado um mês tranquilo.
''A demanda triplicou. Antes, a média de atendimento era de 50 pessoas por dia. Hoje, a espera é de até cinco horas'', admitiu. ''A estrutura nossa não comporta tanta gente. Algumas pessoas que vão precisar renovar a carteira somente em 2006 estão se antecipando, perdendo praticamente um ano de habilitação. As pessoas não precisam se antecipar tanto'', orientou Loureiro.


