Resinas ficam até 55% mais caras
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por Carin Homonnay Petti 
São Paulo, 17 (AE) - Motivados pela alta do dólar, os fabricantes de resinas aumentaram seus preços em até 55% em fevereiro, segundo o Sindiplast, o sindicato da indústria do plástico. Na tentativa de frear as altas, a entidade já recorreu à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e à Secretaria de Acompanhamento de Preços do Ministério da Fazenda. "O governo prometeu estudar a redução dos impostos de importação ou levar o caso ao Cade", diz o secretário-geral da entidade, Rodolfo Braga Neto.
Segundo ele, as negociações com os produtores de resinas não tiveram sucesso e, sem acordo, os aumentos já cogitados em janeiro chegaram às tabelas em fevereiro.
Entre os motivos alegados para as remarcações, os produtores citam a dolarização de seus preços e a reposição de margens, diz Braga. "Mesmo itens feitos com matéria-prima nacional ficaram mais caros", reclama.
Na sua avaliação, a maior parte dos aumentos será repassada pelos transformadores ao consumidor. "Isso depende de cada fabricante, mas será difícil segurar", acredita. O peso das resinas no custo dos produtos feitos de plástico varia de 30% a 70%, conforme o item.
Os aumentos apurados em fevereiro não atingem todos da mesma forma. Os fabricantes mudam seus preços conforme o cliente. "A variação do valor cobrado por um mesmo produto chega a 25%, de acordo com o tamanho do pedido e as negociações com cada empresa", conta Braga.


