Residentes irão parar a partir de amanhã
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Kalinka Amorim<BR>Reportagem Local 
Está confirmado: os médicos residentes do Hospital Universitário de Londrina e do Hospital de Clínicas entrarão em greve amanhã, atendendendo solicitação da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR).
De acordo com um representante da categoria, a notificação oficial que a Superintendência do HU aguardava já havia sido entregue no início da semana, mas por seguir os moldes da Associação Nacional dos Residentes não foi aceita pela diretoria clínica da instituição. Na manhã de ontem, houve uma reunião entre o Conselho Regional de Medicina (CRM), a Comissão de Residência Médica (Coreme) e a Diretoria Clínica do HU, que teria voltado atrás da decisão e aceito os documentos.
A Assessoria de Imprensa do Hospital Universitário, contudo, alega desconhecer o fato e informa que o posicionamento do hospital será emitido durante o dia de hoje, desde que realmente se confirme a paralisação.
Os residentes informaram que os serviços de urgência, emergência e pronto socorro serão mantidos. Já os serviços eletivos, como consultas e cirurgias pré-agendadas, podem sofrer alterações por causa da diminuição de profissionais no atendimento.
Amanhã, às 8 horas, os residentes se reunirão em frente ao Hospital Universitário para demonstrar o ato conjunto da paralisação.
Curitiba
Em Curitiba, uma assembleia decidiria pela paralisação a partir de amanhã (20). Até o fechamento desta edição, a assembleia, que começou ontem à noite, ainda não tinha terminado.
Os residentes estão parando em todo o país desde a última terça-feira para reivindicar aumento de 38,7% no valor da bolsa-auxílio, auxílio-moradia, auxílio-alimentação, adicional de insalubridade, pagamento da décima-terceira bolsa, respeito ao reajuste anual e aumento da licença maternidade de quatro para seis meses.
O Ministério da Saúde oferece aumento de 20% no valor das bolsas e afirma que as demais exigências não devem ser consideradas porque os residentes ainda são estudantes e não teriam direito à benefícios direcionados para trabalhadores. (Colaborou Andréa Bertoldi/Equipe da Folha)


