Residência médica terá prova de admissão
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terça-feira, 06 de julho de 2004
Agência Estado 
São Paulo- Os programas de residência do País terão de realizar provas práticas de admissão e contratar um médico apenas para supervisionar o trabalho dos residentes nos hospitais. O Ministério da Educação (MEC) já aprovou - e anuncia hoje à imprensa - novas regras que atingem os mais de 3 mil programas em 453 instituições no Brasil. ''É um resgate da seriedade na residência médica, assegurando o compromisso com o ensino'', disse o secretário-executivo de residência médica da Secretaria de Ensino Superior do MEC, Antonio Carlos Lopes.
Especialistas na área do ensino médico aprovam as mudanças, mas acreditam que elas deveriam ter sido mais discutidas com as instituições envolvidas. O Estado de São Paulo, por exemplo, banca cerca de 4.500 bolsas para residentes, incluídos os da Universidade de São Paulo (USP).
Os médicos que supervisionarão os residentes serão chamados de preceptores-tutores, receberão bolsa de cerca de R$ 1.600 e terão, no máximo, cinco anos de experiência. Hoje, há médicos designados para auxiliar os residentes, mas, na prática, não há orientação em tempo integral.
As instituições terão prazos para se adaptar às novas regras. ''Queremos impedir que o residente seja uma mão-de-obra barata'', diz Lopes, acrescentando que eles serão ouvidos nas avaliações.
Atualmente há 16.477 residentes e 59.755 estudantes de Medicina no Brasil. Os programas de residência duram de dois a quatro anos e são definidos como uma pós-graduação lato sensu.


