Istambul, 21 (AE-AP) Uma equipe de socorro israelense resgatou hoje (21) na Turquia uma menina, também israelense, de 10 anos, que estava presa havia quase cem horas sob as ruínas da casa de verão de sua família, a pouca distância de onde um grupo turco tirou dos escombros uma mulher de 95 anos, debilitada, mas com vida.
Na cidade de Golcuk, membros da equipe francesa de resgate e voluntários turcos acharam vivas uma jovem de 19 anos e sua irmã de 10 anos, informaram as autoridades.
Os resgates de hoje mantêm viva a esperança de se encontrar com vida dezenas de milhares de vítimas do terremoto que destruiu parte da Turquia.
O tremor atingiu 7,4 graus na escala Richter, segundo correção das autoridades turcas. Até a tarde de hoje, o número de pessoas mortas já ultrapassava 11 mil, informou a agência turca Anatólia citando autoridades. Mais de 33 mil pessoas ficaram feridas e milhares de outras ainda estão presas sob os escombros das casas e prédios que ruíram na madrugada de terça-feira.
Segundo especialistas, as pessoas soterradas sob essas condições podem viver, geralmente, somente 72 horas, por causa da desidratação agravada pelo forte calor na região.
No entanto, um médico disse que a menina israelense resgatada estava "relativamente em muito bom estado" após ter ficado 98 horas sob os escombros de um prédio de sete andares em Cinarcik, cidade a cerca de 50 quilômetros de Istambul através do Mar de Mármara.
Contudo, seu irmão gêmeo não teve tanta sorte. O cadáver dele foi encontrado poucas horas antes, enquanto seu pai e seus dois avós continuam soterrados e acredita-se que tenham morrido.
A mãe da menina, Iris Franco, havia sido salva pelo resgate local na quarta-feira e observava ansiosamente enquanto a equipe israelense tentava achar a filha.
A família Franco, natural da Turquia, é uma das pelo menos três famílias israelenses que passavam férias em Cinarcik, onde há praias e fácil acesso a fontes termais, que datam da época do Império Romano.
Entre outros países, Israel designou mais de 130 soldados para ajudar no trabalho de busca, que conta também com o apoio de cães adestrados, perfuradoras e refletores para o trabalho noturno.
A equipe turca, que encontrou a mulher de 95 anos, pediu ajuda de especialistas enviados pela áustria, mas o grupo conseguiu resgatá-la antes que o reforçom chegasse ao local, informou um funcionário da embaixada austríaca.
Com a ajuda de cães farejadores, a equipe de resgate francesa localizou ontem uma menina de 10 anos e sua irmã, de 19 anos. Com o acompanhamento de uma minicâmera e de um microfone, os socorristas usaram perfuradoras para chegar até as duas jovens.
As autoridades estão fotografando e tirando as impressões digitais dos mortos que não foram identificados antes de sepultá-los, com o tradicional sudário branco dos muçulmanos, de modo que os familiares tenham possibilidade de identificá-los mais tarde.

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